Processo, que avalia possíveis falhas na prestação de serviço, foi temporariamente suspenso.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou a decisão sobre o contrato de concessão da Enel Distribuição São Paulo, que fornece energia elétrica para a capital paulista e municípios adjacentes. O processo foi motivado por falhas encontradas pela fiscalização da agência na prestação de serviços da concessionária.
A diretora responsável pela análise, Agnes Maria de Aragão da Costa, recomendou a caducidade da concessão ao Ministério de Minas e Energia. No entanto, o diretor Gentil Nogueira de Sá Júnior pediu vistas, levando à suspensão temporária da análise.
✨ A possibilidade de caducidade do contrato é considerada uma medida extrema, podendo ocorrer em casos de descumprimento das obrigações contratuais por parte da concessionária.
O contrato atual da Enel se estende até 2028, mas a gestão de São Paulo exige uma reformulação nas diretrizes de avaliação antes de considerar a renovação. A Enel, que atende aproximadamente 8 milhões de pessoas, contesta as conclusões da fiscalização, alegando que seu desempenho em resposta a eventos climáticos melhorou nos últimos anos.
Desde 2023, a situação da concessionária vem sendo monitorada por causa de apagões frequentes, especialmente após eventos climáticos extremos. Os dados da Aneel revelam que em um dia específico, as interrupções afetaram 759.304 consumidores e algumas demoraram até seis dias para serem resolvidas.
Além disso, a Justiça de São Paulo já reconheceu falhas da Enel no atendimento durante um apagão em dezembro de 2025, destacando a responsabilidade da empresa em manter uma estrutura e capacidade operacional adequadas, mesmo diante de eventos climáticos adversos.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Justiça

Análise do processo está agendada para terça-feira (6), com relatoria de Agnes da Costa.

Decisão foi tomada após análise de recurso da distribuidora de energia.

Medida busca evitar impactos negativos na distribuição de energia e nos consumidores.

Aneel volta a analisar possíveis sanções à distribuidora de energia após liminar ser revertida.