Medida busca evitar impactos negativos na distribuição de energia e nos consumidores.

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou, na quarta-feira 23, que o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisem alternativas à caducidade da concessão da Enel São Paulo antes de uma decisão definitiva sobre o encerramento do contrato.
A recomendação, relatada pelo ministro Augusto Nardes, busca mensurar os efeitos da medida para os consumidores e para o sistema de distribuição de energia, uma vez que a caducidade representa a forma mais severa de extinção de uma concessão por descumprimento de obrigações contratuais.
✨ O TCU estabeleceu um prazo de 60 dias para que governo e Aneel apresentem um cronograma detalhado das ações necessárias para garantir a continuidade da distribuição de energia em São Paulo após o fim do contrato atual, previsto para 2028.
A recomendação do TCU ocorre enquanto a Aneel analisa o processo que pode resultar na recomendação de caducidade da concessão da Enel São Paulo. A responsabilidade de decidir se encaminha ou não a medida ao Ministério de Minas e Energia é da agência.
A Enel contesta as conclusões da Aneel sobre falhas estruturais na prestação dos serviços e pede que a análise considere os impactos da extinção da concessão sobre a continuidade do serviço e tarifas.
A eventual caducidade da Enel São Paulo seria um fato inédito no setor elétrico brasileiro, e até o momento, já houve casos em que o poder público assumiu os serviços ou o operador optou por vender a concessão.
A atuação do TCU no caso começou em 2023, após representação do Ministério Público. O tribunal está monitorando os possíveis impactos de uma troca de operador, que exigiria medidas preventivas para a continuidade do fornecimento.
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Jornalista especializado em Justiça

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