Novas interpretações não afastam o direito de utilizar precatórios para saldar dívidas tributárias.

Desde a inclusão do § 11 no artigo 100 da Constituição pela Emenda Constitucional 113/2021, credores de precatórios podem oferecer seus créditos para quitar dívidas tributárias ou inscritas na dívida ativa do mesmo ente. Essa medida busca facilitar a compensação para produtores rurais e agroindústrias.
O livro 'A Supremacia Constitucional e a Compensação Tributária com Créditos de Terceiros', do especialista Fernándo Silva, aborda a discrepância entre a legislação e sua aplicação prática, destacando que a Constituição não diferencia os precatórios originados de créditos próprios e os adquiridos de terceiros.
✨ Uma recente decisão do STF alterou a interpretação do § 11, condicionando o uso de precatórios a uma legislação específica, o que gerou incertezas na prática.
Em 30 de novembro de 2023, o Supremo afastou a expressão 'com auto aplicabilidade para a União', obrigando a publicação de uma nova lei para regulamentar o uso de precatórios. Consequentemente, a Justiça Federal suspendeu a emissão do Certificado de Valor Líquido Disponível (CVLD), essencial para a aceitação dos precatórios pela PGFN.
Silva destaca que, embora a lei necessária já exista para transações, a falta de regulamentação prática impede seu uso. Ele recomenda que interessados em adquirir precatórios verifiquem o devedor, a cadeia de cessões, a renúncia de direitos e a condição de quitação.
Além disso, a confusão entre compensação por declaração e quitação de débitos complicam a situação, pois o sistema atual não permite que créditos de terceiros sejam considerados para pagamento de dívidas já inscritas na dívida ativa.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Ministro Kassio Nunes Marques é o relator da nova revisão criminal solicitada

Julgamento da Suprema Corte pode ser decidido na sessão do dia 23.

Medida busca conter criação de despesas e benefícios sem análise adequada

Proposta foi enviada à Corregedoria após denúncias sobre irregularidades no Banco Master