A evolução do pensamento jurídico frente às novas tecnologias e ao mercado total.

A linha evolutiva do pensamento jurídico destaca a era digital como um importante marco nas interações sociais e na proteção dos direitos fundamentais. Essa transformação traz novos desafios que precisam ser endereçados pelo Direito.
Historicamente, a aplicação clássica do Direito, retratada por Hans Kelsen, viu seu espaço reduzido após a Segunda Guerra Mundial, quando a ênfase passou a ser nas garantias essenciais dos indivíduos e na dignidade humana. O novo constitucionalismo surgiu enfrentando a incapacidade do positivismo ortodoxo de lidar com as dimensões morais e políticas que o Direito abrange.
✨ A Constituição assumiu uma posição central no ordenamento jurídico, porém a globalização e os avanços tecnológicos desafiam essa estrutura, fragilizando os direitos fundamentais.
A proteção da intimidade, privacidade e imagem se tornou mais complexa neste cenário digital. Em resposta, o Direito busca adaptar-se, como visto na Lei nº 15.123, de 24 de abril de 2025, que aumenta a pena para crimes de violência psicológica contra a mulher quando cometidos com o uso de Inteligência Artificial.
A obra de Emilios Christodoulidis, 'Constitucionalismo Político e a Ameaça do Mercado Total', propõe uma visão inovadora ao abordar os desafios do constitucionalismo frente às demandas do poder econômico. O autor defende que o Direito deve ser um mecanismo de resistência e proteção, evitando que as disposições constitucionais sejam subservientes ao mercado.
Dessa forma, é crucial que as legislações se tornem mais dinâmicas, permitindo disputas políticas e participação popular, fundamental na preservação do Estado Democrático de Direito. A era digital exige que o Direito regule efetivamente as relações mediadas pela tecnologia, garantindo que não prevaleçam apenas as leis do capital.
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Jornalista especializado em Justiça

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