Decisão terá validade nacional e pode impactar exploração de petróleo e gás no Brasil.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu início nesta quarta-feira, 9, à discussão sobre a possível autorização para a exploração de petróleo e gás de xisto por meio da técnica de fraturamento hidráulico, o fracking. Embora essa prática seja utilizada em vários países, como Argentina e Chile, ela enfrenta severas críticas ambientais e já foi proibida em nações como França e Alemanha.
No Brasil, a técnica foi aplicada em milhares de poços, porém alguns estados instituíram legislações que a proíbem, e a Justiça já bloqueou projetos devido a considerações de impacto ambiental. O STJ deverá decidir a matéria de forma válida para todo o território nacional até o dia 8 de outubro.
✨ O fracking envolve a injeção de água, areia e produtos químicos sob alta pressão para quebrar rochas que contêm petróleo ou gás, mas é criticado por seu potencial de poluição e riscos sísmicos.
O caso que está sendo analisado pelo STJ se originou há 12 anos, com a licitação de áreas não convencionais pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no oeste de São Paulo, sendo subsequentemente impedido pelo Ministério Público. Laura Fernandes, advogada que representa o Estado, afirmou que o Brasil está enfrentando uma diminuição de suas reservas de petróleo convencionais e poderá perder a autossuficiência em 2040 se novas fronteiras não forem desenvolvidas.
Por outro lado, o Ministério Público Federal aponta incertezas científicas quanto aos riscos do fracking e pede estudos que garantam sua segurança antes de qualquer adoção. A ANP, no entanto, defende que a legislação ambiental atual é suficiente. A Petrobras, que já realizou mais de 13 mil operações de fraturamento no país, também garantiu que não houve danos ambientais relevantes.
A questão do fracking provoca preocupações entre grupos que defendem os direitos das comunidades indígenas e a proteção de fontes hídricas na Amazônia. O presidente Lula tem defendido uma redução na dependência do petróleo, porém ressalta que os recursos são necessários para financiar a transição energética.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Justiça

Decisão da 1ª Vara de Penha confirma relação de dez anos com base em provas documentais.

Decisão visa proteger saúde pública e credibilidade da Fiocruz

Ministro é criticado por colegas e defende normas de conduta em meio a tensões internas.

Advogado critica decisão de Mendonça de afastar diretores da PF e pede julgamento em plenário.