Regulamentação da profissão pode valorizar o setor e capacitar profissionais

O projeto de lei 437/2025, apresentado pelo deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), busca regulamentar a profissão de queijista e permanece em tramitação na Câmara dos Deputados. A aprovação da matéria pode ter um grande impacto no setor, pois estabelece diretrizes para o exercício da profissão, reconhecendo oficialmente as habilidades desse especialista.
Definido como o profissional que vende queijos e orienta os consumidores, o queijista desempenha um papel crucial em queijarias, empórios e outros estabelecimentos relacionados. Segundo Falco Bonfadini, proprietário de uma renomada queijaria em São Paulo, o queijista é tão fundamental para o queijo quanto o sommelier é para o vinho.
"O queijista é um profissional que vai ajudar a vender o queijo e a ensinar sobre ele
✨ A regulamentação é vista como crucial para garantir a qualidade e a formação dos profissionais.
Danilo Cavalcantti Gomes, anfitrião do podcast 'Papo de Queijo', destaca a importância do queijista como um tradutor das características do produto, um elo entre o produtor e o consumidor. Ele acredita que a especialização e o conhecimento técnico são essenciais para que o queijista possa agregar valor aos produtos oferecidos, especialmente para pequenos produtores.
Embora a atividade já fosse praticada há tempo, até 2017 não havia um termo específico para designar os profissionais. Em busca de uma nomenclatura que refletisse a cultura brasileira, o termo 'queijista' surgiu de forma espontânea durante uma conversa informal. Hoje, essa denominação é reconhecida oficialmente pela Associação dos Queijistas do Brasil.
A falta de cursos especializados para queijistas tem sido uma barreira, mas com a criação de formação específica, o cenário pode mudar. O curso em Belo Horizonte é um exemplo de como o setor está se estruturando para melhorar a capacitação dos profissionais.
"Não podemos permitir que uma pessoa faça um curso de duas ou três horas e já saia dizendo que é queijista
✨ A regulamentação pode não apenas formalizar a profissão, mas também valorizar a carreira e os salários dos queijistas.
Profissionais capacitados não só aprimoram as vendas, mas também educam os consumidores sobre os produtos, promovendo um maior entendimento sobre a diversidade de queijos no mercado. Essa mudança deve beneficiar tanto os estabelecimentos quanto os consumidores, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
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Jornalista especializado em Notícias

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