Ministro destaca esforços do governo para reverter a situação.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, declarou nesta quinta-feira (3) que não há justificativa para a exclusão do Brasil da lista de exportadores de carnes para a União Europeia. Ele enfatizou o trabalho do governo em colaboração com o setor privado para restaurar essa condição.
De acordo com De Paula, a questão é de grande relevância e não deve ser tratada de forma isolada. "O Ministério da Agricultura desempenha um papel crucial, especialmente no aspecto técnico. Estamos unidos com o setor privado e não podemos deixar de expressar nossa indignação", afirmou.
O ministro também ressaltou que não existem critérios que justifiquem essa exclusão, lembrando que o Brasil sempre foi o principal fornecedor de carnes para a UE, atendendo mais de 170 países. Neste contexto, ele se referiu à missão de técnicos da União Europeia que está no Brasil desde a semana passada.
✨ A missão da União Europeia vai até esta sexta-feira (4), com o objetivo de avaliar o cumprimento das normas de criação de aves e produção de mel no Brasil.
Desde a suspensão das exportações, a União Europeia alegou que o Brasil falhou em demonstrar o uso adequado de determinados antibióticos, essenciais para o controle nas práticas de pecuária. Esta situação bloqueia não apenas a exportação de carnes, mas também de diversos produtos de origem animal.
A exclusão do Brasil da lista de exportadores para a UE coincide com a autorização de outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai, para continuar com suas vendas, levantando discussões sobre a equivalência dos critérios aplicados.
André de Paula também fez referência à carta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidente da UE, Ursula von der Leyen, solicitando uma ação eficaz para a resolução do impasse. Através do Ministério da Agricultura, o governo está implementando medidas para fortalecer o rastreamento de rebanhos e assegurar conformidade com as normas exigidas.
"Esse é um trabalho que envolve diversos setores do governo, e é lamentável ver um acordo de 25 anos ser prejudicado por uma decisão inesperada. Continuaremos a expressar nossa indignação e buscar soluções", concluiu o ministro.
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Jornalista especializado em Política

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