Dados do INPE revelam redução significativa da área desmatada

Os alertas sobre desmatamento na Amazônia atingiram o nível mais baixo em dez anos. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2026, revelam que, entre agosto de 2025 e julho de 2026, a floresta perdeu 2.874 km² de vegetação nativa, o que representa uma redução de 36,9% em comparação a períodos anteriores.
Esses dados são provenientes do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter). Enquanto os números de novembro devem confirmar os dados do Prodes, que é a referência oficial para desmatamento no Brasil desde 1988, a variação entre os dois sistemas geralmente é de cerca de 1,5%.
✨ O governo comemorou o índice como uma espécie de recorde, especialmente considerando a tendência de aumento do desmatamento em anos eleitorais.
O resultado também pode ser interpretado como uma resposta aos desafios internacionais, especialmente em relação à tarifa adicional de 25% imposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, que usou o desmatamento como argumento central.
Em comparação, no Cerrado a área de alerta de desmatamento foi de 5.119 km², a menor nos últimos dois anos, apresentando uma queda de 7,8% pelo segundo ano consecutivo. O INPE, que celebra 65 anos, também compartilhou dados do Prodes referentes ao período de agosto de 2024 a julho de 2025 para outros biomas, como Caatinga, Mata Atlântica e Pampa, registrando uma queda de 20,1% no desmatamento geral, sem dados do Pantanal.
"É um resultado fantástico, o menor índice de desmatamento em todos os biomas.
O Deter emite alertas sobre desmatamento em tempo real, enquanto o Prodes fornece dados confirmados e refinados. Os dados do Prodes são reconhecidos oficialmente e avaliados anualmente desde 1988.
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