Medida visa revitalizar atividade fiscalizatória da CVM

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, deu um importante passo na reestruturação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ao homologar, na última quinta-feira, o Plano Emergencial de Reestruturação da Atividade Fiscalizatória apresentado pela União. Essa decisão surge em resposta a uma ação movida pelo Partido Novo, que questionava aspectos da Lei 14.317/2022, a qual acarretou um aumento nos valores e uma reformulação no cálculo da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (TFMTVM).
A TFMTVM é um tributo que incide sobre pessoas físicas e jurídicas que operam no mercado financeiro, com o objetivo de financiar as atividades da CVM. Dino, ao acolher parcialmente o pedido do Partido Novo, determinou que a União elabore um plano focado em quatro eixos, buscando reverter a atual situação de inatividade da CVM.
✨ De acordo com dados da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, entre 2023 e 2025, a CVM arrecadou 3,17 bilhões de reais, sendo que apenas 845 milhões de reais foram destinados à autarquia, com 70% do total retidos pelo Tesouro Nacional.
Esses eixos buscam não apenas revitalizar a CVM, mas também melhorar a supervisão sobre o mercado regulado, reduzindo a arbitragem regulatória e garantindo maior segurança aos investidores.
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