Frente Parlamentar rejeita proposta de renegociação de dívidas rurais
Divergências sobre juros e prazos marcam discussões com o governo

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) não aceitou a proposta de renegociação de dívidas rurais apresentada pelo Ministério da Fazenda nesta terça-feira, destacando divergências significativas nas taxas de juros e nos prazos de pagamento.
Embora as conversas tenham avançado em relação a diálogos anteriores entre a FPA e o governo, os parlamentares se reunirão para discutir ajustes nas condições propostas. A expectativa é que novos debates com a equipe econômica ocorram ainda nesta tarde a fim de finalizar um texto consensual.
✨ A proposta do governo sugere um prazo de oito anos para o pagamento, com juros variando entre 6% e 12%, enquanto a legislação em tramitação indica juros de até 7,5%.
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, enfatizou em sua declaração que não houve acordos conclusivos, afirmando: 'Apresentamos nossas preocupações ao ministro Dario Durigan e ao líder do governo, e vamos nos reunir novamente para reassessorar a situação.'
A proposta do Ministério da Fazenda inclui um novo fundo garantidor para operar com os produtores endividados, que poderá revisar as garantias já existentes em financiamentos anteriores e atender aqueles que sofreram perdas na renda, com redução de 30% ou mais entre 2019 e 2025.
Conteúdo da Proposta
As divergências centrais incluem a duração do pagamento e a taxa de juros a ser aplicada, além da abrangência para incluir dívidas causadas por perdas de clima e movimentos de mercado.
Alceu Moreira, coordenador institucional da FPA, propôs um possível consenso, sugerindo um modelo que abarcasse um total de dez anos para pagamento, sendo oito anos de amortização e dois de carência.
O líder do governo, deputado Paulo Pimenta, reiterou a necessidade de focar apenas nos produtores que enfrentaram perdas climáticas, evitando a inclusão de dívidas de mercado; ressaltou também a importância das recentes progressões nas discussões entre as partes.
Além disso, uma nova medida vem sendo considerada que permitiria a emissão de Cédulas de Produto Rural (CPRs) para auxiliar os produtores a descontar dívidas, criando assim uma alternativa viável no atual cenário.
Os parlamentares dedicados à bancada ruralista participaram da reunião junto com membros da equipe econômica do governo, incluindo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e outros assessores.
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