Presidente pede a Fachin que não se dobre a pressões externas para evitar agravamento da situação.

O presidente Lula busca fortalecer a posição do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, em meio à crise gerada pelo Caso Master. A sessão da última terça-feira causou desconforto ao presidente, que sentiu falta de uma condução firme por parte de Fachin.
Lula considera que o apoio de Flávio Dino a Alexandre de Moraes dificulta seus esforços para se distanciar do ministro, que é responsável por relatar a condenação de Jair Bolsonaro. Dino pediu vista, adiando a resolução sobre Moraes, que está sob pressão devido a suas conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
✨ Lula pediu a Fachin que não se deixe levar por pressões, alertando que isso pode piorar a crise no STF.
Em conversas, o presidente do STF foi orientado a manter a pacificação interna, respeitando as regras previstas na Constituição. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também está dialogando com Fachin para tentar mitigar a crise.
Mendonça, relator do Caso Master, ordenou identificação das mensagens de Vorcaro, resultando na indicação de Moraes como destinatário. Porém, o material apenas compreende as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro, sem clareza sobre eventuais respostas do ministro.
A tensão aumentou quando Moraes acusou Mendonça de intervir indevidamente nas investigações da Polícia Federal e de iniciar uma apuração sem autorização do plenário. Como resultado, Fachin assumiu a relatoria do processo do Master e das acusações contra Moraes.
O clima no STF continua tumultuado, especialmente a duas semanas da eleição presidencial, sem sinal de trégua entre os ministros.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Política

Transição de liderança ocorrerá em setembro após mandato de Flávio Dino

Ministro André Mendonça reestabelece sigilo após publicações sobre fraudes

Meta é reforçar pedido de encerramento do processo nos EUA

Ex-presidente não poderá receber apoio político ou fazer declarações