Decisão visa facilitar investigação sobre desvio de bens presidenciais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quinta-feira (2) a transferência das joias apreendidas durante as investigações sobre o desvio de bens do acervo presidencial do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa decisão visa o envio das peças, que incluem itens de luxo como relógios Rolex, colares e abotoaduras, da Caixa Econômica Federal em Brasília para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo.
A Receita Federal havia solicitado essa mudança, argumentando que a transferência é crucial para o correto andamento do procedimento fiscal de perdimento. A Procuradoria-Geral da República também se manifestou favoravelmente ao pedido, ressaltando que não havia mais interesse criminal nas joias após a apresentação do relatório final da investigação pela Polícia Federal.
✨ As joias estão relacionadas ao ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e outros colaboradores envolvidos no desvio de bens do Estado.
O caso envolve o tenente-coronel Mauro César Lourena Cid, o advogado Frederick Wassef e o ex-auxiliar do presidente, Osmar Crivelatti. Em julho de 2024, Moraes havia levantado o sigilo do processo após a conclusão das investigações, permitindo a divulgação das informações coletadas.
Com a nova decisão, o ministro orientou que a Superintendência da Receita Federal e a Polícia Federal em São Paulo sejam notificados a fim de viabilizar a transferência das joias.
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Jornalista especializado em Política

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