Mudanças no Marco Civil da Internet entram em vigor nesta segunda-feira.

Os novos decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aumentam a responsabilidade das plataformas digitais, passam a valer nesta segunda-feira (20). A implementação dessas medidas gerou descontentamento entre parlamentares da oposição.
Assinados em maio, os dois decretos tiveram um período de 60 dias até a sua entrada em vigor, durante os quais a oposição no Congresso tentou, sem sucesso, barrá-los por meio de Projetos de Decreto Legislativo (PDLs).
"Os PDLs são a única esperança da oposição para barrar os textos do governo.
Até o momento, 32 PDLs foram mobilizados, com 27 na Câmara e cinco no Senado. Os opositores aguardam uma nova sessão legislativa para colocar a derrubada dos decretos como prioridade.
✨ Oposição tem esperança de reverter os decretos durante a próxima sessão legislativa.
As novas obrigações das plataformas incluem a fiscalização de conteúdo pela ANPD e a possibilidade da AGU notificar a remoção de anúncios enganosos.
As principais críticas se concentram na criação de novas obrigações sem discussão prévia no Congresso, principalmente no que diz respeito à regulamentação do Marco Civil da Internet. João Brant, secretário da Secom, defendeu que as mudanças visam dar maior segurança no combate a crimes digitais.
Os decretos também estabelecem que as plataformas devem garantir a rastreabilidade de anúncios e atuar preventivamente contra conteúdos que promovam crimes sérios, como exploração de crianças e terrorismo.
Adicionalmente, as empresas devem facilitar o processo de denúncia e remoção de conteúdos íntimos não autorizados, especialmente aqueles gerados por inteligência artificial.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Política

Kassio Nunes Marques elogia conformidade de big techs para proteger a integridade eleitoral

Projeto de lei visa fortalecer a concorrência nos mercados digitais

A proposta dos EUA desencadeia tensões na relação Brasil-Washington.

Debate sobre regulação de big techs acirra divisão entre poderes