Davi Alcolumbre deve agendar novas sessões para votação antes do segundo turno das eleições.

O Senado Federal conduziu, na quinta-feira (8), a terceira sessão dedicada à discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho 6x1. As discussões devem ser retomadas na próxima semana, enquanto o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, decidirá a data das próximas duas sessões antes da votação do texto em primeiro turno.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva articula para acelerar a votação da medida, que precisa passar por dois turnos de aprovação. O objetivo é finalizar a votação antes do segundo turno das eleições, e para isso, a líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), está coletando assinaturas para um calendário especial que permita a votação da PEC antes do pleito.
✨ Alcolumbre informou que são necessárias 54 assinaturas para solicitar um calendário especial, embora já tenha ocorrido aceitação de requerimentos com menos apoios em outras ocasiões.
O governo alega ter os votos necessários para aprovação, uma vez que a PEC garante dois dias de folga semanais sem redução salarial. Entretanto, opositores, incluindo senadores que apoiam Flávio Bolsonaro (PL), tentam deflagrar um adiamento da votação, argumentando que o momento não é oportuno para essa discussão.
As sessões de discussão da PEC têm sido marcadas pela participação expressiva de senadores do governo e do centro, com um número considerável de 60 senadores presentes, mesmo com a ausência dos opositores do PL. Na terça-feira (7), o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), expressou sua preocupação com a urgência da votação e as possíveis repercussões para o país.
A proposta altera a Constituição para reduzir a carga semanal de trabalho de 44 para 40 horas, garantindo também dois dias de folga remunerada. A transição está prevista para acontecer em um período de 14 meses, com uma redução inicial para 42 horas após dois meses da aprovação.
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