Genética, socioeconômicos e estilo de vida são determinantes na saúde dos idosos

Um estudo recente aponta que a longevidade saudável dos brasileiros é influenciada por uma combinação de fatores genéticos, socioeconômicos e hábitos de vida. Apesar de um aumento no número de idosos superlongevos no país, a manutenção da saúde e autonomia continua a ser um desafio.
Os dados do Censo 2022 do IBGE revelam um crescimento de 57,4% na população com 65 anos ou mais desde 2010. Até 2030, a expectativa é que os idosos superem os jovens até 14 anos. A gerontóloga Valéria Lins destaca a rápida transição demográfica do país e a necessidade de novas políticas públicas.
✨ A expectativa de vida no Brasil é de 76,6 anos, mas o tempo de vida saudável, ou "healthspan", é estimado em apenas 65 anos, segundo a OMS.
Para a médica geriatra Maísa Aguiar, o desafio é garantir que os brasileiros alcancem os 100 anos com saúde e dignidade. A desigualdade é notável, já que as pessoas mais ricas têm um "healthspan" 20% maior.
Maísa revela que fatores como educação, saneamento e acesso à saúde desempenham um papel crucial na longevidade. Além disso, o suporte financeiro é essencial para garantir cuidados e prevenções necessárias, como o uso de protetor solar, por exemplo.
Por fim, especialistas recomendam a adoção de hábitos saudáveis, como a atividade física e a construção de redes de apoio, para aumentar as chances de uma vida longa e saudável.
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