Beatriz Nery, do Instituto de Oncologia de Sorocaba, desmistifica dúvidas comuns.

A doação de medula óssea ainda é cercada por dúvidas que podem gerar medo e até afastar possíveis doadores. Muitas delas surgem da confusão entre a medula óssea e a medula espinhal — estruturas diferentes, com funções distintas. A hematologista Beatriz Nery, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), esclarece os principais mitos sobre o assunto.
1. A medula é retirada da coluna: Mito. A medula espinhal é distinta da medula óssea, que fica no interior dos ossos e é responsável pela produção das células do sangue. O procedimento de doação pode ocorrer no osso da bacia, não na coluna.
2. Toda doação de medula exige cirurgia: Mito. As células podem ser coletadas através da aférese, onde são retiradas do sangue, ou por punção no osso da bacia, realizada em centro cirúrgico sob anestesia.
3. Doar medula é extremamente doloroso: Mito. A dor depende do método. Na aférese, pode haver desconforto devido às injeções. Na punção, o procedimento é indolor por causa da anestesia.
4. Depois da doação, o organismo fica sem medula: Mito. O corpo repõe as células doadas em média entre 10 a 20 dias.
5. Quem se cadastra provavelmente será chamado para doar: Mito. A compatibilidade genética é complexa, e o cadastro não garante a doação.
6. Qualquer pessoa saudável pode se cadastrar: Mito. Existem critérios de idade e saúde, priorizando pessoas de 18 a 35 anos.
7. Transplante de medula serve apenas para tratar câncer: Mito. O transplante é utilizado também para tratar doenças benignas, como imunodeficiências e anemia falciforme.
✨ A doação de medula óssea pode salvar vidas e esclarecer esses mitos é fundamental para aumentar o número de doadores.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Saúde

Desmatamento e saúde pública em alerta na Argentina

Estudo avalia qualidade de vida em 204 países e revela aumento na última década

Dicas práticas para manter a saúde da boca nas temperaturas frias

Especialistas alertam para a importância da identificação precoce dos sintomas.