Doença renal crônica afeta mais de 20 milhões de brasileiros, segundo dados.

Dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde revelam que, em 2025, foram realizados 6.697 transplantes de rim no Brasil, correspondendo a aproximadamente 21,6% do total de transplantes de órgãos no ano. Este aumento reflete a prevalência da doença renal crônica (DRC) no país.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a doença atinge mais de 20 milhões de brasileiros, ou cerca de uma em cada dez pessoas. Entre os pacientes em estágios avançados da DRC, mais de 170 mil realizam terapia renal substitutiva, conforme dados do Censo Brasileiro de Diálise 2024.
Com base nesses dados, perguntas surgem: o que leva tantas pessoas a precisar de um novo rim? É possível prevenir a doença? Especialistas da Rede Américas destacam mitos e verdades sobre a saúde dos rins e o transplante renal.
✨ A doença renal crônica pode evoluir sem sintomas visíveis, tornando o diagnóstico precoce fundamental.
Mito 1: Se eu não sinto nada, meus rins estão saudáveis. A DRC pode evoluir durante anos sem causar sintomas. Quando inchaço, cansaço ou alterações na urina aparecem, a função renal pode já estar comprometida. Riscos como obesidade, hipertensão e diabetes exigem acompanhamento médico.
Mito 2: Quem faz diálise precisa entrar na fila de transplante. Nem todos que fazem diálise são candidatos ao transplante, pois a indicação depende de avaliação individualizada.
Mito 3: A doença renal crônica só pode ser tratada com diálise ou transplante. A DRC pode ser tratada em diferentes estágios por meio de controle de doenças associadas e mudanças de hábitos.
Verdade: É possível viver com apenas um rim. Pessoas saudáveis podem viver com um rim, o que permite doações de rim em vida.
Verdade: É possível prevenir a doença renal crônica. Controlar fatores de risco e realizar exames regulares pode evitar o desenvolvimento ou progressão da DRC.
A identificação precoce da DRC pode ser feita através de exames simples, como a dosagem de creatinina e a avaliação da presença de albumina na urina. Quanto mais cedo as alterações na função renal forem identificadas, maiores são as chances de preservar a função renal.
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Jornalista especializado em Saúde

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