Entidade deixou de existir em meio a impasses na regulamentação da Lei de Bioinsumos.

A Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins) anunciou o encerramento de suas atividades nesta quarta-feira (7/10). As empresas anteriormente associadas se unirão ao Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS), que passará a representar o setor.
A decisão de extinção da entidade ocorre em um momento de impasse na regulamentação da Lei de Bioinsumos (15.070/2024). A morosidade na divulgação das regras tem gerado insegurança jurídica e algumas empresas estão avaliando a possibilidade de reduzir investimentos no setor, conforme relatos de fontes.
✨ A Abbins destacou a sua contribuição para a normatização da produção de bioinsumos no país e os desafios enfrentados durante sua atuação.
Em comunicado, a Abbins afirmou que cumpriu seu papel em facilitar a normatização, principalmente no que diz respeito ao direito dos agricultores de produzir bioinsumos em suas propriedades, e mencionou sua ação para alterar a Lei de Agrotóxicos e pela aprovação da lei 15.070/2024, apesar da polêmica que envolve o tema.
O ex-diretor-executivo da Abbins, Reginaldo Minaré, que anunciou seu desligamento em setembro, destacou que sem as mudanças necessárias, a produção de bioinsumos para uso próprio no Brasil poderia não existir mais devido à burocracia exigida.
A regulamentação da Lei de Bioinsumos ainda está pendente, com discussões travadas na Casa Civil e críticas referentes à burocracia que poderia ser imposta para o registro dos bioinsumos no Ibama e na Anvisa. A Abbins concluiu seu comunicado ressaltando que os associados se reunirão ao GAAS para continuar promovendo o desenvolvimento do mercado de bioinsumos no Brasil.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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