Entidade defende critérios científicos para decisões sobre agrotóxicos em nota oficial.

A CropLife Brasil, entidade que representa a indústria de defensivos, expressou preocupação com a decisão da 7ª Vara do Trabalho de Brasília, que suspendeu, por um período de 90 dias, novos registros e autorizações de agrotóxicos à base de glifosato e seus derivados.
Em comunicado, a CropLife ressalta que essa decisão reconhece a consistência da reavaliação técnica realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A entidade também mencionou a conclusão do Comitê de Avaliação de Riscos da Agência Europeia de Produtos Químicos (RAC/ECHA), que em 8 de setembro manteve que o glifosato não deve ser classificado como carcinogênico.
A CropLife Brasil defende que decisões ligadas à segurança e a potenciais restrições de ingredientes ativos sejam fundamentadas em critérios científicos e avaliações oficiais de órgãos como o Ministério da Agricultura, a Anvisa e o Ibama. Para os produtos atualmente em uso, a entidade sugere que as medidas sejam submetidas ao processo de “reanálise”, considerando a avaliação de impacto e alternativas seguras.
✨ Apesar de defender a manutenção dos registros e o uso autorizado, a CropLife critica a suspensão de novos registros e alerta que isso poderá dificultar a introdução de novas formulações, prolongando a presença de produtos antigos no mercado e prejudicando culturas menos expressivas economicamente.
A entidade ainda destaca que a suspensão pode reduzir a concorrência e limitar a disponibilidade de alternativas no mercado, com possíveis impactos sobre os custos de produção e as opções de manejo agrícola. Além disso, enfatiza que mudanças bruscas na regulamentação podem resultar em insegurança jurídica e operacional para o setor.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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