Negociação cautelosa reflete no comportamento dos preços futuros

O mercado de milho teve um dia de oscilações na última quinta-feira, apresentando um quadro misto entre os contratos futuros e as transações nas praças físicas, refletindo a cautela predominante entre agricultores e comerciantes enquanto a colheita da segunda safra avança.
De acordo com informações da TF Agroeconômica, na B3, os contratos da safra 2026/27 registraram ajustes positivos após quedas anteriores, enquanto as datas de vencimento mais distantes viram uma leve desvalorização, indicando uma competição intensa por preços em um cenário de negociações ainda pontuais.
✨ O contrato para setembro de 2026 foi encerrado a R$ 68,37, apresentando um aumento de R$ 0,04 no dia, mas uma queda de R$ 1,41 na semana.
Em novembro, os preços fecharam a R$ 73,27, subindo R$ 0,29 diariamente e caindo R$ 1,37 semanalmente. Já o contrato de janeiro de 2027 atingiu R$ 76,92, com um incremento de R$ 0,65 no dia e uma queda de R$ 0,83 na semana.
As alterações nos prêmios entre vendedores e compradores para novembro e dezembro foram notadas, reforçando a competição por preços entre os operadores.
No Rio Grande do Sul, as transações permanecem abafadas, com preços variando entre R$ 58 e R$ 63 por saca, e uma média estadual de R$ 58,94, indicando uma leve perda semanal de 0,17%. A hesitação dos produtores e o crescimento das exportações resultam em uma oferta limitada, enquanto as indústrias focam na reposição de estoques.
Em Santa Catarina, a diferença de preços entre compra e venda tem dificultado a liquidez, com valores próximos de R$ 60 e a demanda estipulada em torno de R$ 55 por saca. Productores se mantêm firmes em suas posições, enquanto os compradores atuam de forma esporádica.
Por outro lado, no Paraná, a colheita avança lentamente, atingindo 52% da área cultivada, com as lavouras apresentando 85% de bom estado, 10% médio e 5% ruim. Os preços seguem em torno de R$ 60 por saca, com o pedido CIF rondando os R$ 55.
Em Mato Grosso do Sul, o cenário se apresenta com preços entre R$ 48 e R$ 50 por saca, enquanto empresas do setor de bioenergia absorvem parte da nova oferta, aliviando a pressão sobre os preços.
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