Análise destaca restrição de oferta e variação nos preços em diferentes estados.

O mercado físico do boi gordo encerra a semana com preços superando a referência média em diversas regiões do Brasil. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, a restrição de oferta tem sido um fator crucial para esse fenômeno, já que a demanda tanto nas exportações quanto no mercado interno é limitada.
Iglesias ressalta que os grandes frigoríficos têm escalas de abate mais confortáveis, com acesso a animais de parceria e utilização de confinamentos. Em contrapartida, frigoríficos de menor porte enfrentam maiores dificuldades, com escalas de abate encurtadas.
✨ Preços do boi gordo: São Paulo: R$ 354,71; Goiás: R$ 343,89; Minas Gerais: R$ 340,53; Mato Grosso do Sul: R$ 348,55; Mato Grosso: R$ 332,12.
No mercado atacadista, os preços apresentaram alta nesta sexta-feira, embora haja expectativa de menor espaço para novos reajustes a curto prazo, visto que a próxima semana não promete incremento significativo na demanda. A carne bovina ainda enfrenta uma situação de menor competitividade em relação a outras proteínas, especialmente os cortes de frango.
Os preços no atacado são: Quarto dianteiro: R$ 20,50/kg (alta de R$ 1,00); Traseiro bovino: R$ 27,50/kg; Ponta de agulha: R$ 19,00/kg (alta de R$ 0,50).
O câmbio também trouxe novidades, com o dólar comercial encerrando a sessão em alta de 0,11%, cotado a R$ 5,1452 para venda e R$ 5,1432 para compra. Durante o dia, a moeda americana variou entre R$ 5,1232 e R$ 5,1657, resultando em uma valorização semanal de 0,42%.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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