Conhecida como Amelinha Teles, ela foi uma militante dos direitos humanos e vítima de tortura durante a ditadura militar.

Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles, faleceu nesta terça-feira, 15, aos 81 anos. A notícia foi confirmada por pessoas próximas, porém ainda não foi divulgada a causa da morte.
O velório da ativista ocorrerá na quarta-feira, 16, das 12h às 17h, no Cemitério da Vila Formosa, localizado na zona leste de São Paulo. Amelinha foi uma proeminente militante dos direitos humanos, atuando na União de Mulheres de São Paulo e na Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.
Maria Amélia nasceu em Contagem, Minas Gerais, em 1944. Desde jovem, influenciada por seu pai, que era militante, ela se envolveu na política. Sua primeira prisão ocorreu em 1964, após o golpe militar. A partir de 1965, devido à repressão, mudou-se para São Paulo, onde viveu na clandestinidade e se uniu ao PCdoB.
✨ O episódio mais traumático da vida de Amélinha aconteceu em dezembro de 1972, quando ela e sua família foram sequestrados pelo DOI-CODI. Nesse centro de detenção, enfrentou torturas severas.
Em 2005, a família Teles processou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro agente da ditadura a ser declarado torturador em 2008.
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