Especialista do IBGE alerta sobre efeitos possíveis nas lavouras

A redução nos preços de alimentos nos últimos dois meses tem sido crucial para manter a inflação sob controle. Entretanto, a eventual ocorrência de um El Niño forte levanta preocupações sobre uma possível inversão desse quadro. A avaliação é de Fernando Gonçalves, gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que está à frente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
"Se o El Niño se manifestar com intensidade, como está sendo previsto, isso pode impactar negativamente a produção agrícola e, consequentemente, a inflação", declarou Gonçalves.
O gerente do IBGE enfatizou a importância de monitorar o fenômeno do El Niño, considerando suas implicações para a inflação futura e a necessidade de observar as mudanças nos padrões de chuvas. Ele ressaltou: "É necessário aguardar o comportamento atmosférico e a localização das chuvas e secas para entender o impacto final".
✨ Gonçalves alertou que especular sobre o impacto ainda é prematuro.
A última ocorrência significativa do El Niño foi em 2024, que resultou em aumentos drásticos nos preços de alimentos, especialmente café e carnes, com elevações de 39,60% e 20,84%, respectivamente. Naquele ano, a inflação alimentar atingiu 7,69%, superando o IPCA geral, que ficou em 4,83%.
De acordo com previsões do Climate Prediction Center (CPC), há 81% de chance de um El Niño muito forte ocorrer entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
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