Aumento impulsionado por clima adverso e conflitos em regiões produtivas

Os preços internacionais dos alimentos subiram em julho de 2026, atingindo 131,1 pontos no Índice de Preços de Alimentos da FAO, o maior patamar desde janeiro deste ano. Este aumento é resultado de condições climáticas adversas e de conflitos em regiões críticas como o Golfo e o Mar Negro.
O economista-chefe da FAO alertou que o mundo enfrenta uma nova onda de inflação alimentar, causada pela combinação das guerras no Irã e na Ucrânia, além do fenômeno climático El Niño, que elevou os custos e promoveu quebras de safra em várias partes do mundo.
✨ Os preços dos cereais subiram 3,4% em julho, impulsionados por um salto de 5,8% nos preços do trigo.
Os mercados de trigo estão sendo afetados pela possibilidade de interrupções nas exportações e por danos causados pelo calor em áreas agrícolas chave.
O índice de óleos vegetais também teve um aumento de 2%, alcançando o nível mais alto desde junho de 2022, devido a altos preços do petróleo e à crescente demanda por biodiesel. Em contrapartida, os preços do açúcar cresceram 5,6% devido a fatores climáticos na Europa e na Ásia, além de demandas por etanol no Brasil.
Os preços da carne recuaram 2,8% em relação ao pico de junho, enquanto a carne ovina atingiu um recorde devido à escassez de oferta na Oceania. Os laticínios apresentaram uma leve queda de 0,7%.
Embora a leitura do índice de preços de alimentos em julho de 2026 tenha superado a máxima anterior de três anos em abril, ainda está 18,2% abaixo do pico de março de 2022, que ocorreu logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
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