Caso envolve ameaças de redução salarial após proposta de jornada de 40 horas semanais.

A empresária Flávia Almeida, atuante no setor de joias em Sergipe, está sendo investigada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após ser acusada de constranger funcionárias durante um vídeo gravado. A gravação, posteriormente excluída, circulou nas redes sociais e surgiu após a aprovação da PEC que estabelece uma jornada de trabalho de 40 horas semanais sem redução salarial.
No vídeo, Almeida pergunta a três funcionárias se estariam satisfeitas em ter um dia a mais de folga e discute a implementação da escala 5×2. Ela sugere que a adoção desta escala implicaria em salários menores, mencionando que 'a obrigação de uma empresa é pagar, no mínimo, o salário mínimo'.
✨ O MPT considera que a reunião expôs as funcionárias a um ambiente de constrangimento, com perguntas pessoais sobre salários e condições financeiras, e contém ameaças implícitas de redução salarial.
Além disso, a empresária questiona se a jornada atual poderia ser vista como 'trabalho escravo' e destaca a importância de funcionarios comprometidos, fazendo afirmações que reforçam suas práticas de gestão. Uma das funcionárias manifestou que não considera vantajoso trabalhar cinco dias por semana recebendo apenas o salário mínimo.
O inquérito iniciado pelo MPT irá investigar alegações de assédio moral, abuso de poder e degradação do ambiente de trabalho. Almeida será notificada e uma audiência está em via de ser agendada. A empresária, em resposta aos contatos da imprensa, afirmou que o vídeo tinha sido editado.
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