Ação pede R$ 30 milhões por danos e indenizações a funcionários após discurso de Luciano Hang.

Nesta quinta-feira, o Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou uma ação civil pública contra a Havan e seu proprietário, Luciano Hang, por assédio eleitoral. A medida está relacionada a um discurso feito por Hang, direcionado a funcionários recém-contratados, no qual criticou a proposta de mudança na jornada de trabalho.
O incidente ocorreu em 29 de agosto, durante a inauguração da nova unidade da Havan em Caldas Novas (GO). No evento, o empresário vinculou o voto nas próximas eleições a potenciais perdas de empregos e renda, afirmando que "vocês vão ter que arranjar outro emprego. Um subemprego."
✨ A ação do MPT requer R$ 30 milhões por danos morais coletivos e indenizações individuais para os trabalhadores, além da proibição de novas manifestações políticas em eventos da empresa.
De acordo com o MPT, a questão não está na liberdade de expressão de Hang, mas na natureza coercitiva de sua manifestação, já que ocorreu em um ambiente de trabalho e diante de uma hierarquia estabelecida. Além das indenizações, o órgão busca que o empresário publique uma retratação em vídeo e que a Havan assegure aos funcionários a liberação para votar sem desconto salarial.
Essa não é a primeira vez que Hang e a Havan enfrentam ações do MPT relacionadas a assédio eleitoral, com uma ação anterior durante as eleições de 2018, quando o MPT também investigou condutas da empresa com o mesmo objetivo.
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