Ministro do STF garante liberdade de imprensa ao derrubar liminar.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, anulou uma decisão que obrigava o Grupo Gazeta a modificar reportagens sobre o indiciamento de dois dentistas no Espírito Santo. A medida, segundo o STF, representava uma violação da liberdade de imprensa.
Em 26 de maio, a TV Gazeta divulgou que os profissionais — uma tia e seu sobrinho — foram indiciados pela Polícia Civil por lesão corporal culposa. Vítimas alegaram que sofreram deformidades e sequelas graves após procedimentos estéticos.
A reportagem investigativa incluiu depoimentos de vítimas e da defesa, que teve seus argumentos publicados na íntegra.
No entanto, uma juíza de Vitória concedeu uma liminar que impos uma série de alterações nos conteúdos, solicitando frases específicas e a inclusão de notas explicativas, além de retirar postagens que insinuassem crime.
✨ Decisão de liminar foi considerada censura prévia, inaceitável segundo Flávio Dino.
O relator no STF destacou que, embora o ordenamento permita ações reparatórias por abusos da imprensa, qualquer controle sobre o conteúdo deveria ocorrer após a finalização do processo, e não antes.
A censura prévia à imprensa é uma prática que vai contra os princípios de liberdade de expressão garantidos pela Constituição Brasileira.
Dino ressaltou que, além de ser uma ação excepcional, a remoção de conteúdos só deveria ocorrer em casos muito específicos, como calúnia ou apologia à violência.
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Jornalista especializado em Justiça

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