Indústrias ajustam estratégias ante alta demanda do mercado chinês

O mercado físico do boi gordo fechou nesta quarta-feira (10) com preços em queda, em decorrência das estratégias de compra ajustadas pelos frigoríficos que oferecem valores menores. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, as indústrias estão se adaptando devido à expectativa de que as cotas de exportação para a China se esgotem rapidamente, entre junho e julho.
Esse cenário tem implicado na redução dos abates e na diminuição, ou até eliminação, das bonificações para os animais destinados ao mercado chinês. O esperado aumento nas exportações durante o primeiro semestre contribuiu para a atual situação.
Ainda que o abate tenha escalas mais curtas, Iglesias ressalta que as perspectivas de valorização da arroba no curto prazo permanecem limitadas, dada a cautela da indústria. Em termos de preços, a arroba foi cotada, em média, a R$ 353,17 em São Paulo, R$ 338,21 em Goiás, R$ 330,88 em Minas Gerais, R$ 353,07 em Mato Grosso do Sul e R$ 357,30 em Mato Grosso.
No mercado atacadista, a dinâmica foi oposta, com os preços da carne bovina registrando alta, impulsionados por uma boa reposição entre atacado e varejo neste início de mês. As expectativas de consumo para junho também são otimistas, especialmente com a proximidade dos jogos da seleção brasileira.
✨ Apesar da melhora no atacado, a carne bovina enfrenta desafios de competitividade em relação a outras proteínas, como o frango.
No mercado atacadista, o preço do quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,70 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro a R$ 27,00 por quilo.
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou com uma desvalorização de 0,18%, cotado a R$ 5,1686 para venda e R$ 5,1666 para compra. Durante o dia, a moeda americana variou entre R$ 5,1590 e R$ 5,1970.
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Jornalista especializado em Mercado Financeiro

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