Ação visa derrubar limites impostos às despesas obrigatórias

O governo do Distrito Federal (DF) apresentou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a implementação de limites aos gastos obrigatórios, que foram aprovados recentemente pelo Congresso Nacional a pedido da equipe econômica do governo federal.
Esses novos limites impactam diretamente o Fundo Constitucional do Distrito Federal, que financia pagamento de salários de policiais, além de investimentos nas áreas de saúde e educação.
✨ O aporte do fundo está estimado em R$ 30,3 bilhões no orçamento de 2027.
A legislação aprovada estabelece que, em caso de déficit nas contas públicas, as despesas obrigatórias não poderão crescer mais do que 2,5% além da inflação. Essa regra também exclui as receitas de petróleo do cálculo da Receita Corrente Líquida, que influencia a distribuição de recursos.
Na ação, a governadora Celina Leão (PP) fundamenta a inconstitucionalidade da medida, alegando que a proposta foi apresentada por parlamentares, quando deveria ter origem no Executivo, e carece de uma estimativa de impacto.
"A mudança foi aprovada sem garantias de recursos correspondentes e pode comprometer serviços essenciais já em andamento
O governo do DF argumenta que os limites aos gastos não eliminam as despesas existentes, mas reduzem o suporte financeiro federal, resultando em um déficit de cobertura para serviços públicos essenciais.
A ação é um reflexo das tensões entre o governo distrital e a administração federal, impelindo o STF a decidir sobre a constitucionalidade das novas regras e seu impacto nas finanças do Distrito Federal.
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Jornalista especializado em Política

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