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CCJ aprova projeto que restringe uso da palavra 'mel' em rótulos

Produtos sem mel de abelha terão rótulos alterados

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 10:55
CCJ aprova projeto que restringe uso da palavra 'mel' em rótulos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar um projeto de lei que proíbe a utilização da palavra 'mel' em rótulos de produtos alimentícios que não contenham uma quantidade mínima desse ingrediente. Essa quantidade será definida por regulamentação do Poder Executivo.

A proposta ainda passará por votação no Plenário da Câmara e, posteriormente, será avaliada pelo Senado. O texto sancionado altera o Decreto-Lei 986/69, que regulamenta as normas básicas sobre alimentos.

O relator, deputado Diego Garcia (União-PR), apresentou um parecer favorável ao substitutivo já aprovado anteriormente pela Comissão de Saúde, que discute o Projeto de Lei 5653/20, oriundo do ex-deputado Heitor Freire (CE). Inicialmente, o projeto original foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, pois previa a proibição do uso e importação de preparos de mel, incluindo derivados.

A nova proposta limita-se à rotulagem, permitindo a palavra 'mel' apenas para produtos que atendam as futuras diretrizes de quantidade mínima do ingrediente.

Dada a divergência entre os pareceres das comissões, a tramitação não será conclusiva, exigindo assim a votação no Plenário antes da análise no Senado. Essa medida é um importante passo regulatório que impacta diretamente a rotulagem de alimentos que fazem referência ao mel, seguindo as regras que ainda precisam ser estabelecidas pelo governo.

Contexto

Além da restrição na rotulagem, a proposta busca proteger os consumidores de informações enganosas sobre os produtos alimentícios, assegurando que apenas produtos que efetivamente contêm mel tenham permissão para utilizar o termo em seus rótulos.

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