Produtos sem mel de abelha terão rótulos alterados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar um projeto de lei que proíbe a utilização da palavra 'mel' em rótulos de produtos alimentícios que não contenham uma quantidade mínima desse ingrediente. Essa quantidade será definida por regulamentação do Poder Executivo.
A proposta ainda passará por votação no Plenário da Câmara e, posteriormente, será avaliada pelo Senado. O texto sancionado altera o Decreto-Lei 986/69, que regulamenta as normas básicas sobre alimentos.
O relator, deputado Diego Garcia (União-PR), apresentou um parecer favorável ao substitutivo já aprovado anteriormente pela Comissão de Saúde, que discute o Projeto de Lei 5653/20, oriundo do ex-deputado Heitor Freire (CE). Inicialmente, o projeto original foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, pois previa a proibição do uso e importação de preparos de mel, incluindo derivados.
✨ A nova proposta limita-se à rotulagem, permitindo a palavra 'mel' apenas para produtos que atendam as futuras diretrizes de quantidade mínima do ingrediente.
Dada a divergência entre os pareceres das comissões, a tramitação não será conclusiva, exigindo assim a votação no Plenário antes da análise no Senado. Essa medida é um importante passo regulatório que impacta diretamente a rotulagem de alimentos que fazem referência ao mel, seguindo as regras que ainda precisam ser estabelecidas pelo governo.
Além da restrição na rotulagem, a proposta busca proteger os consumidores de informações enganosas sobre os produtos alimentícios, assegurando que apenas produtos que efetivamente contêm mel tenham permissão para utilizar o termo em seus rótulos.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Brasil

Serviço de transporte por motocicletas segue paralisado até decisão final

Medidas visam aumentar a segurança após recente acidentefatal

Recursos das multas de trânsito serão direcionados ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

Especialistas alertam sobre riscos de reclassificação retroativa e mudanças de legislação.